manutenção de ativos industriais

É possível utilizar conceitos da Indústria 4.0 para otimizar a manutenção de ativos industriais pintados em plantas complexas como FPSOs, plantas de Papel & Celulose, plantas de Mineração e outras. Porém, para isso, o gestor de manutenção de pintura industrial enfrenta diversos desafios nestes ambientes. Dentre eles, podemos destacar:

– As atmosferas corrosivas;
– As grandes áreas superficiais totais pintadas;
– Os diferentes sistemas de pintura para cada estrutura/componente.

Assim sendo, para montar uma estratégia de manutenção de ativos industriais e pintura adequada, é preciso levar em considerações diversas questões. Por exemplo, é necessário conhecer e inventariar todos os componentes que fazem parte do plano e calcular áreas superficiais. Porém, fazer isso manualmente em campo nestas plantas complexas é tarefa hercúlea.

Para se ter uma noção, existem casos de plantas que possuem mais de 200 mil componentes pintados. Ainda, englobam até 300 mil metros quadrados de área pintada. Assim sendo, é necessário saber como resolver esse problema.

– Confira também nossos outros artigos sobre o tema: Artigo 1; Artigo 2; Artigo 3.

 

A tecnologia como grande aliada

A tecnologia digital BIM garante que seja possível realizar todo o inventário e cálculos superficiais de áreas pintadas. Isso tudo de maneira simples e automatizada. Como? Por meio de algoritmos e a partir dos modelos 3D de cada planta industrial.

Assim, passa-se a ter um computacional 3D da planta toda. Todos os componentes estão identificados e suas respectivas áreas superficiais pintadas calculadas. Em outras palavras, temos um um modelo virtual da planta de qualquer empresa. Então, é possível ir muito além.

Podemos parametrizar o modelo BIM com parâmetros de inspeção visual e com parâmetros de manutenção. Ainda, passa-se a conhecer os dados capazes de quantificar a degradação da pintura, sistemas de pintura, custos e produtividade. Desta forma, garante-se um modelo computacional riquíssimo de informações para auxiliar o operador da manutenção da pintura industrial da planta.

O que mais é necessário para o gestor?

Além de todas as informações anteriores garantidas pela manutenção de ativos industriais, o gestor ainda precisa de mais respostas. Dentre elas:

– Quais as prioridades de manutenção?
– Qual o budget devo aplicar na pintura em determinadas campanhas?
– Qual o melhor momento (em termos de custo) para realizar uma manutenção?
– Quais são os componentes da minha planta que estão acima do critério de aceitação da degradação em determinado momento?

Para responder estas perguntas, as tecnologias da Indústria 4.0 são as ferramentas ideais.
Com ferramentas de Inteligência Artificial (IA) rodando com os dados do modelo BIM, – como o Aprendizado de Máquinas, as RNAs e outros algoritmos, – geramos 3 engines muito importantes para o gestor de pintura. São elas:

– Os modelos de priorização de inspeção e manutenção;
– Os modelos preditivos de degradação, que se aprimoram com os dados da inspeção;
– Os modelos de otimização de custo de manutenção, para gerar ao gestor os melhores caminhos de intervenção a serem trilhados.

Demais fatores a serem observados na manutenção de ativos industriais

Além dos três engines citados anteriormente, ainda é possível alimentar os modelos preditivos de degradação com dados em tempo real. Eles são obtidos por sensores de corrosão atmosférica e/ou parâmetros ambientais IoT instalados na planta. Assim, alterações nas condições ambientais e micro-climas também são levados em conta na gestão da pintura industrial.

Também, é possível utilizar os bancos de imagens da degradação para treinar modelos de visão computacional. Eles são capazes de dar suporte na inspeção visual e quantificar a degradação melhor e mais rapidamente nas instalações.

Colocando em prática!

Isto tudo parece bastante teórico, não? E então, como colocar essas ações em prática? Como colher os resultados? Existem mais algumas ferramentas que fazem parte da realidade da Indústria 4.0 aplicadas à manutenção de ativos industriais. Por exemplo, a Computação em Nuvem.

Dessa forma, a Vidya Tecnologia coloca em prática toda esta teoria. Como? Através de um software em nuvem que integra modelos computacionais BIM, ferramentas de IA, visualizadores 3D e ferramentas de gestão. Ainda, essa união de fatores é capaz de realizar planejamento e otimização de atividades de inspeção. Também, garante a manutenção da pintura industrial em plantas complexas.

Assim, nossa pretensão é demonstrar como a integração de ferramentas de BIM, IA, IoT e software é capaz de criar soluções para gestão de ativos acessíveis e capazes de dotar a operação industrial de tecnologias digitais da Indústria 4.0. E então, terminou de ler o artigo, mas ficou com alguma dúvida no assunto? Deixe seu comentário!